quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Devastadora


Estou cansada de ser vista como a bruxa má que come corações de garotinhos indefesos.
Eu vivo dizendo que sou incapaz de amar,mas não é bem assim.
É natural que alguém machucado torne-se um pouco mais resistente.
É como diz uma frase que ouvi uma vez:'é como toda dor que de tanto  doer,produz anestesia própria' e é exatamente isso.
É que eu estuo acostumada com o amor que fere e quando ele acaricia eu acho estranho, mas é um estranhinho bom.


quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Ano Novo!


"Eu tenho um sonho." Esse é o início do belíssimo discurso de Martin Luther King, mas poderia ser o meu início do meu, do seu, do Brad Pit, do leão do zoológico.
Todo mundo tem um sonho. Casar, ter um bom emprego, viajar pra Paris, entrar no BBB...
Ninguém passa ileso pela vida. Já dizia o saudoso Kurt Cobain "ninguém morre virgem, a vida fode todo mundo." . Pois é. Fode mesmo. Mas nem sempre isso é ruim. Tem cada foda boa...
Mas é preciso lutar e acreditar. Acreditar naquilo que se luta e lutar por aquilo em que se acredita.
"Ela acreditava em anjo e porque acreditava, eles existiam." . Se Lispector acreditou em Macabéia e a criou para que ela fosse capaz de acreditar em anjo, todos nós somos capazes de criar e acreditar.
Nesse meu pequeno texto recheado de citações, eu só queria citar algumas coisas que desejo à vocês no ano que vem.
Sonhem, lutem, acreditem e se fodam (ou fodam) bastante... Ah, e é claro, não podia faltar o clichezão do final: "muito dinheiro no bolso, saúde pra dar e vender!"

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Devorador


Porque me olha desse jeito tão intenso, tão imenso, como se quisesse fugir só pra eu fugir atrás?

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Finado


Arrumando o guarda- roupas achei aquela camisa que te dei e depois que terminamos você fez questão de me devolver.
Há muito tempo eu tinha tirado do alcance de meus olhos qualquer objeto, figura, pedaço, qualquer coisa que me fizesse lembrar você.
Mas de repente você estava lá, representado naquela camisa, seu cheiro, a cor dos seus olhos, até mesmo o seu riso. Doeu demais. Doeu nada. Dói, com o verbo no presente e,  continua doendo.
Molho a camisa com as minhas lágrimas, agarro-a com todas as forças que acredito ter e jogo-a no fundo do guarda-roupas.
Coloco um monte de calças por cima e finjo que te enterrei.