quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Finado
Arrumando o guarda- roupas achei aquela camisa que te dei e depois que terminamos você fez questão de me devolver.
Há muito tempo eu tinha tirado do alcance de meus olhos qualquer objeto, figura, pedaço, qualquer coisa que me fizesse lembrar você.
Mas de repente você estava lá, representado naquela camisa, seu cheiro, a cor dos seus olhos, até mesmo o seu riso. Doeu demais. Doeu nada. Dói, com o verbo no presente e, continua doendo.
Molho a camisa com as minhas lágrimas, agarro-a com todas as forças que acredito ter e jogo-a no fundo do guarda-roupas.
Coloco um monte de calças por cima e finjo que te enterrei.
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