sábado, 24 de março de 2012

Passa


Estou menstruada e nesses dias tudo fica um saco pra mim. É que eu não tenho só tensão pré-menstrual como a maioria das meninas e mulheres, eu tenho tensão menstrual e tensão pós-menstrual também.  Na verdade, eu sou chata o tempo inteiro.
Exceto em alguns dias em que o clima está extremamente agradável ou em que me olho no espelho e penso que Angelina Jolie sentiria inveja da minha beleza. Toda mulher tem esses dias em que está deliciosamente bem. Ainda bem que tem.
Sexta-feira à noite e eu estou em casa comendo brigadeiro de panela. Ligo a TV e está passando uma comédia romântica daquelas que a gente já está cansado de saber como vai terminar e mesmo assim torce para que o final seja exatamente esse. O amor sempre vence e supera tudo e é lindo e dele saem faíscas com as cores do arco-íris.
Só peguei o finalzinho do filme, mas foi o suficiente para me fazer chorar.
Sinto-me a pessoa mais contraditória do mundo. Nunca amo ninguém. Sempre fujo antes de deixar o amor pensar em surgir dentro de mim e, no entanto, fico comovida com qualquer historinha água com açúcar.
Nesse pequeno intervalo entre os finais felizes dos filmes e o fim do encantamento que eles provocam em mim, eu sinto uma vontade imensa de conseguir amar alguém de verdade, de corresponder aos sentimentos dos outros por mim e ao menos uma vez não ser a vilã que fugiu com o coração de mais um cara no fim da história. Mas depois passa.
Passa a vontade de ser diferente, passa o encanto, passa mais um homem e mais um menino. E assim vai passando a vida. Assim vou passando eu.

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