terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Feridos


Nós nos machucamos tanto e ainda assim sentimos como se nada fizesse sentido quando não estamos juntos.

Éramos tão bons juntos que nos fazíamos mal.
Ninguém é capaz de entender. Nem mesmo nós.
Tentamos seguir nossas vidas, mas que outra vida nos interessa que não seja a nossa?
Outras bocas, outros risos, outros gostos e ainda assim nada se compara a um momento de nós dois.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Aos poucos


Percebo que é possível me apaixonar novamente. Que o amor que sinto por você ainda está lá, cravado em meu coração. Mas agora ele serenou, ou talvez quem serenou fui eu. Agora consigo jogá-lo num cantinho ou gentilmente pedir licença para que caiba mais um.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Iluminado


Era um menino com uma caneta na mão. Escrevendo declarações de amor pra mim nas paredes de seu quarto, em suas mãos e em sua camisa.
Sorrindo pra mim e me fazendo sorrir. Era só disso que eu precisava. Era só isso que eu desejava.
Seu sorriso colado no meu sorriso, a vida inteira, pra me iluminar.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Enfim


E de repente você estava lá. A conversa rolando solta e eu admirando seus olhos de menino e o seu sorriso capaz de fazer nascer o sol num dia nublado.
Falando tudo que eu desejava ouvir, como se eu estivesse conversando com uma outra parte de mim.
E eu com um sorriso bobo no rosto que você não deixava desmanchar.
Era incrível, mágico, era como se eu sempre tivesse esperado você chegar com as mãos estendidas e você, gentilmente, entrelaçasse seus dedos nos meus pra dizer que chegava a hora de sermo,  enfim, um só.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Sem vergonha


Não tenha vergonha de ser negro. De gostar de Restart. De jiló ser sua comida preferida. De ter cabelo duro. De ter os pés feios. De ser romântico. De beijar seu cachorro na boca. De ser virgem. De dar pra todo mundo. De ser branco demais. De não gostar de balada. De não ter sucesso na vida amorosa. De não saber escrever Réveillon. De rir de piadas sem graça. De sair com sua mãe. De ter um amigo estranho. De falar palavrão. De ser gay, lésbica, simpatizante ou tico-tico no fubá. De tropeçar na frente de todo mundo. De ouvir um elogio. De pedir desculpas. De assistir desenho animado. De querer sempre mais. De achar sexy alguém que todo mundo diz ser ridículo. De dizer eu te amo. De deixar que amem você. Não tenha vergonha de ser quem você é.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Menina


Eu era apenas uma menininha em seus braços. Desprotegida, ingênua, entregue.
Esperando ser descoberta, pedindo para ser decifrada.
 Eu era apenas uma menininha,  e seus braços tinham pelos e eram fortes e eram quentes. Eram braços de homem a embalar uma menininha, pequena, ardendo e pedindo, silenciosamente, para tornar-se mulher.